Santo Alberto de Liège
Filho do conde de Lovaina, Alberto foi eleito bispo de Liège, mas enfrentou a oposição do imperador Henrique VI. Após ter sido confirmado pelo papa Celestino III em Roma e nomeado cardeal, foi covardemente assassinado em Reims em 1192 por emissários imperiais. Suas relíquias repousam hoje entre Liège e Lovaina.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
Leitura guiada
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SANTO ALBERTO, BISPO DE LIÈGE E MÁRTIR (1192).
Origens e juventude
Alberto, filho do conde de Lovaina, entra para o clero de Liège, onde se distingue pela sua piedade e torna-se arquidiácono.
Alberto nasceu e m Lovai na, cidade da Bélgica (Brabante), em meados do século XII; era filho de Godofredo III, conde de Lovaina, e de Margarida de Limburgo. Seu irmão, Henrique I, era duque da Lorena e de Brabante. Tão piedoso quanto nobre, desde a infância temia a Deus, a quem escolheu como parte de sua herança ao ingressar entre os clérigos da catedral de Liège. Co mo br ilhava pela pureza de seus costumes e pela santidade de sua vida, foi elevado primeiramente à dignidade de arquidiácono. Sua simplicidade, sua ingenuidade, sua doçura, sua mansidão, sua pureza angélica e sua grande caridade para com o próximo tendo atraído sobre ele todos os olhares, após a morte do bispo Radulfo, a voz pública designou-o altamente para sucedê-lo.
Uma eleição contestada
Eleito bispo de Liège, Alberto enfrenta a oposição armada do conde de Hainaut e a hostilidade do imperador Henrique VI, que impõe um rival.
No entanto, Deus mostrou-lhe quanto ele teria de sofrer pelo seu nome. A sua eleição era legítima; contudo, Balduíno, conde de Hainaut e de Namur, empreendeu anulá-la; entrou em Liège à mão armada, com o intuito de entronizar um dos seus parentes na cátedra desta Igreja. Alberto não tinha o apoio de Henrique VI, imperador da Alemanha; este príncipe simoníaco tinha adjudicado o episcopado a Lotário de Harstad. Alberto recorreu ao Pontífice romano. Saiu de Liège disfarçado para não ser detido pelos seus inimigos e, após uma viagem das mais perigosas, chegou a Roma, onde foi recebido pelo Papa Celestino III. O Pontífice, tendo examinado maduramente o assunto segundo a regra canónica, pronunciou que Alberto tinha sido legitimamente designado bispo d e Liège e, para recompensar as suas eminentes virtudes, nomeou-o cardeal. No seu regresso de Roma, foi sagrado pelo arcebispo de Reims. C ontud o, por amor à paz, permaneceu nesta cidade à espera que aprouvesse a Deus pôr termo às empresas dos ímpios. Enquanto vivia pacificamente neste asilo, uns miseráveis, ganhos e subornados pelo imperador, dirigiram-se a Reims, fingindo fugir também da vingança do príncipe. Não suspeitando da sua perfídia, Alberto admitiu-os no seu alojamento como companheiros de infortúnio, vítimas como ele da injustiça de Henrique, e partilhou com eles os seus parcos recursos. Um dia, atraíram-no para fora da cidade sob um pretexto especioso e massacraram-no a 21 de novembro de 1192. O seu corpo foi depositado no sepulcro dos arcebispos de Reims; em 1612, o arquiduque Alberto transferiu-o de Reims para Bruxelas. Of ereceu-o ao convento das Carmelitas que tinha acabado de fundar e car regou-o el e próprio aos ombros, acompanhado pelo núncio apostólico e por um grande número de prelados e senhores. Estas preciosas relíquias foram transportadas, em 1783, para o convento das Carmelitas de Saint-Denis, perto de Paris, e levadas de volta para Bruxelas sete anos depois. Em 1822, foram partilhadas, com a autorização de Pio VII (decreto de 11 de set embro d e 1821), entre a catedral de Liège e a de São Pedro de Lovaina.
Recurso ao Papa e exílio em Reims
Alberto dirige-se a Roma junto a Celestino III, que confirma a sua eleição e o nomeia cardeal; ele é então sagrado em Reims.
Ele é representado atravessado por uma espada ou adaga.
Martírio em Reims
Traído por homens a soldo do imperador, Alberto é assassinado fora de Reims em 21 de novembro de 1192.
Próprio de Reims.
Tradução das relíquias
Seus restos mortais viajaram entre Reims, Bruxelas e Saint-Denis antes de serem divididos entre Liège e Lovaina no século XIX.
Contudo, Deus mostrou-lhe quanto ele teria de sofrer pelo Seu nome. Sua eleição era legítima; todavia, Balduíno, conde de Hainaut e de Namur, empreendeu anulá-la; entrou em Liège à mão armada, com o desígnio de entronizar um de seus parentes na cátedra daquela Igreja. Alberto não tinha o apoio de Henrique VI, imperador da Alemanha; esse príncipe simoníaco havia adjudicado o episcopado a Lotário de Harstad. Alberto recorreu ao Pontífice romano. Saiu de Liège disfarçado para não ser detido por seus inimigos e, após uma viagem das mais perigosas, chegou a Roma, onde foi recebido pelo Papa Celestino III. O Pontífice, tendo examinado maduramente o caso segundo a regra canônica, pronunciou que Alberto havia sido legitimamente designado bispo de Liège e, para recompensar suas eminentes virtudes, nomeou-o cardeal. Em seu retorno de Roma, foi sagrado pelo arcebispo de Reims. Entretanto, por amor à paz, permaneceu naquela cidade esperando que aprouvesse a Deus pôr um termo às empresas dos ímpios. Enquanto vivia pacificamente naquele asilo, uns miseráveis, ganhos e subornados pelo imperador, dirigiram-se a Reims, fingindo fugir também da vingança do príncipe. Não suspeitando de sua perfídia, Alberto admitiu-os em seu alojamento como companheiros de infortúnio, vítimas como ele da injustiça de Henrique, e partilhou com eles seus parcos recursos. Um dia, atraíram-no para fora da cidade sob um pretexto especioso e massacraram-no em 21 de novembro de 1192. Seu corpo foi depositado no sepulcro dos arcebispos de Reims; em 1612, o arquiduque Alberto transferiu-o de Reims para Bruxelas. Deu-o de presente ao convento das Carmelitas que acabara de fundar, e carregou-o ele mesmo sobre os ombros, acompanhado do núncio apostólico e de um grande número de prelados e senhores. Essas preciosas relíquias foram transportadas, em 1783, para o convento das Carmelitas de Saint-Denis, perto de Paris, e levadas de volta a Bruxelas sete anos depois. Em 1822, foram divididas, com a autorização de Pio VII (decreto de 11 de setembro de 1821), entre a catedral de Liège e a de São Pedro de Lovaina.
Iconografia e liturgia
O santo é tradicionalmente representado com o instrumento de seu martírio, uma espada ou um punhal.
É representado atravessado por uma espada ou punhal.
Próprio de Reims.
Iconografia
Sinais e atributos
Entidades
Rede do relato
Os nomes, lugares e conceitos mais presentes na ficha, ponderados por sua centralidade no texto.
Perguntas frequentes sobre Santo Alberto de Liège
Quem foi Santo Alberto de Liège?
Filho do conde de Lovaina, Alberto foi eleito bispo de Liège, mas enfrentou a oposição do imperador Henrique VI. Após ter sido confirmado pelo papa Celestino III em Roma e nomeado cardeal, foi covardemente assassinado em Reims em 1192 por emissários imperiais. Suas relíquias repousam hoje entre Liège e Lovaina.
De que Santo Alberto de Liège é santo padroeiro?
Padroados de Santo Alberto de Liège: Liège e Lovaina.
Como reconhecer Santo Alberto de Liège na arte cristã?
Na iconografia, Santo Alberto de Liège é reconhecível por: espada e punhal.
Como Santo Alberto de Liège morreu?
Santo Alberto de Liège sofreu o martírio pela fé cristã (12.º século).
Quais santos foram contemporâneos de Santo Alberto de Liège?
Entre seus contemporâneos figuram: São Norberto de Magdeburgo, São Bernardo de Claraval, Santo Estêvão da Hungria e Santo Arthaud de Belley.
Quais são os outros nomes de Santo Alberto de Liège?
Outras formas do nome: Albert de Louvain.
Quem são os familiares de Santo Alberto de Liège?
Familiares de Santo Alberto de Liège: Godefroy III (pai), Marguerite de Limbourg (mãe) e Henri Ier (irmão).
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Ingresso entre os clérigos da catedral de Liège
- Elevação à dignidade de arquidiácono
- Eleição como bispo de Liège após a morte de Radulfo
- Viagem perigosa a Roma disfarçado para encontrar o Papa
- Nomeação como cardeal por Celestino III
- Sagrado pelo arcebispo de Reims
- Assassinato por homens subornados pelo imperador Henrique VI