Religioso franciscano do século XIII, João de Parma foi eleito geral de sua ordem em 1247. Diplomata e teólogo respeitado por reis e papas, trabalhou pela disciplina regular e pela reconciliação com a Igreja do Oriente. Morreu em 1289 em Camerino após uma vida de viagens apostólicas realizadas a pé.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
Leitura guiada
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O BEATO JOÃO DE PARMA,
GERAL DOS FRANCISCANOS (1289).
Origens e formação
João nasce em Parma no início do século XIII e torna-se doutor antes de ingressar na ordem dos Franciscanos aos vinte e cinco anos de idade.
Este santo religioso, que leva o nome da cidade onde nasceu, nasceu de pais ilustres, nos primeiros anos deste século XIII, tão fecundo em grandes homens e grandes obras.
Dotado de um espírito excelente, fez tais progressos nos estudos que, após ter obtido o grau de doutor, foi encarregado de ensinar lógica em sua cidade natal. Aos vinte e cinco anos, João decidiu fixar-se entre os Franciscanos, cuja modéstia e piedad e o haviam t ocado. Após completar seu noviciado, terminou seus estudos na Universidade de Paris. Sucessivamente encar regado do ministéri o da pregação em Bolonha e em Nápoles, desempenhou esta dupla função com tal sucesso que todos os que o ouviam eram tocados e esclarecidos. Sua doutrina igualava sua facilidade de elocução. Assistiu, em 1245, ao concílio de Lyon; após a realização do concílio, foi c hamado a Paris para lecionar na Universidade. Foi o primeiro italiano a ocupar uma cátedra pública naquela cidade.
Ensino e pregação
Após estudos em Paris, pregou com sucesso em Bolonha e Nápoles, tornando-se o primeiro italiano a ocupar uma cátedra na Universidade de Paris.
Em 1247, seus irmãos o elegeram geral por comum acordo. Seu primeiro cuidado foi visitar todos os conventos submetidos à sua jurisdição e restabelecer neles a disciplina, que a fraqueza de seu predecessor havia tornado menos severa. Com esse intuito, reuniu vários capítulos. Foi enquanto presidia o de Sens que o rei São Luís, que partia para a cruzada, veio recomendar-se às suas orações. O bom rei deu, nesta ocasião, uma prova da estima que professava pelo servo de Deus: foi jantar com os Frades Menores e, à mesa, tomou o último lu gar. Eduardo I II, rei da Inglaterra, não teve menos co nsideração por João de Parma. Tendo este ido saudá-lo enquanto visitava os conventos de seu reino, o monarca, instruído sobre a santidade do franciscano, correu ao seu encontro e abraçou-o ternamente.
Generalato e reformas
Eleito ministro-geral em 1247, restabeleceu a disciplina nos conventos e recebeu as homenagens dos reis da França e da Inglaterra.
Nessa época, Ino cêncio IV a inda ocupava a Santa Sé; seu afeto pelo Bem-aventurado não havia variado desde o concílio de Lyon. Em 1249, tendo os gregos manifestado o desejo de se reunirem à Igreja romana, este Pontífice não acreditou poder escolher um legado melhor que João para tratar deste assunto delicado. Sua missão obteve sucesso perfeito junto ao impera dor João Ducas e ao patriarca de Constantinopla; mas subalternos, partidários obstinados do cisma, mataram os embaixadores que eles haviam enviado ao Papa. O assunto ficou por aí. Pouco tempo depois, um motim levantado pelos doutores seculares da Universidade de Paris contra os Dominicanos obrigou esses religiosos a deixarem suas cátedras. João, temendo a mesma desgraça para os Frades Menores, correu a Paris e teve a felicidade, por sua doçura tanto quanto por sua eloquência, de evitar o golpe. Em 1254, renunciou ao generalato em favor de São Boaventura. V iveu ainda trinta anos, que passou na solidão. Perto do fim de sua vida, seu zelo pelo bem da religião levou-o a suplicar ao papa Nicolau IV que lhe confiasse uma no va missão no Oriente, para cimentar a paz entre os latinos e os gregos, mas o Senhor contentou-se com sua boa vontade. Morreu a caminho, em Camerino, em 28 de março de 1289. Poucos sã o os San tos que viajaram tanto quanto o bem-aventurado João de Parma; ele caminhava sempre a pé, e recusou até mesmo uma montaria para ir a Constantinopla. Pio VI beatificou-o em 1781.
Missões diplomáticas e retiro
Legado pontifício junto aos gregos, renunciou em 1254 em favor de São Boaventura e terminou sua vida na solidão e na itinerância.
Nessa época, Inocêncio IV ainda ocupava a Santa Sé; seu afeto pelo Bem-aventurado não havia variado desde o concílio de Lyon. Em 1249, tendo os gregos manifestado o desejo de se reunir à Igreja romana, este Pontífice não acreditou poder escolher um legado melhor que João para tratar deste assunto delicado. Sua missão teve sucesso perfeito junto ao imperador João Ducas e ao patriarca de Constantinopla; mas subalternos, partidários obstinados do cisma, mataram os embaixadores que eles haviam enviado ao Papa. O assunto ficou por aí. Pouco tempo depois, um motim levantado pelos doutores seculares da Universidade de Paris contra os Dominicanos obrigou esses religiosos a deixar suas cátedras. João, temendo a mesma desgraça para os Frades Menores, correu a Paris e teve a felicidade, por sua doçura tanto quanto por sua eloquência, de evitar o golpe. Em 1254, renunciou ao generalato em favor de São Boaventura. Viveu ainda trinta anos, que passou na solidão. Perto do fim de sua vida, seu zelo pelo bem da religião levou-o a suplicar ao papa Nicolau IV que lhe confiasse uma nova missão no Oriente, para cimentar a paz entre os latinos e os gregos, mas o Senhor contentou-se com sua boa vontade. Morreu a caminho, em Camerino, em 28 de março de 1289. Poucos são os Santos que viajaram tanto quanto o bem-aventurado João de Parma; ele caminhava sempre a pé e recusou até mesmo uma montaria para ir a Constantinopla. Pio VI beatificou-o em 1781.
Iconografia
Sinais e atributos
Entidades
Rede do relato
Os nomes, lugares e conceitos mais presentes na ficha, ponderados por sua centralidade no texto.
Perguntas frequentes sobre Beato João de Parma
Quem foi Beato João de Parma?
Religioso franciscano do século XIII, João de Parma foi eleito geral de sua ordem em 1247. Diplomata e teólogo respeitado por reis e papas, trabalhou pela disciplina regular e pela reconciliação com a Igreja do Oriente. Morreu em 1289 em Camerino após uma vida de viagens apostólicas realizadas a pé.
De que Beato João de Parma é santo padroeiro?
Padroados de Beato João de Parma: Ordem dos Frades Menores (Geral).
Como reconhecer Beato João de Parma na arte cristã?
Na iconografia, Beato João de Parma é reconhecível por: hábito franciscano e caminhada a pé.
Quais santos foram contemporâneos de Beato João de Parma?
Entre seus contemporâneos figuram: Santo Antônio de Pádua (Fernando), Santo Arthaud de Belley, São Tomás de Aquino e São Bernardo de Claraval.
Quando Beato João de Parma morreu?
Beato João de Parma morreu por volta de 1289.
Quais são os outros nomes de Beato João de Parma?
Outras formas do nome: Giovanni da Parma.
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Ingresso na Ordem Franciscana aos 25 anos de idade
- Participação no Concílio de Lyon em 1245
- Eleição como Geral da Ordem em 1247
- Legação em Constantinopla em 1249 para a reunião das Igrejas
- Renúncia ao generalato em favor de São Boaventura em 1254
- Beatificação pelo Papa Pio VI em 1781