Alexandrina Maria da Costa
Mística portuguesa paralisada após uma queda para preservar sua pureza, viveu apenas da Eucaristia durante mais de treze anos e ofereceu seus sofrimentos em união com Cristo.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
Leitura guiada
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Biografia
A vida de Alexandrina Maria da Costa, desde o seu nascimento em Balasar em 1904 até à sua paralisia progressiva após uma queda para preservar a sua pureza.
Alexandrina Maria da Costa nasceu a 30 de março de 1904 em Balasar, Portugal. Recebeu uma educação profundamente cristã da sua mãe, Maria Ana da Costa, e cresceu ao lado da sua irmã Deolinda. Aos doze anos, contraiu uma grave infeção que abalou a sua saúde. O ponto de viragem ocorreu no Sábado Santo do ano de 1918: para escapar a três agressores e preservar a sua pureza, Alexandrina saltou pela janela, sofrendo uma queda de quatro metros. Esta queda causou uma lesão na coluna vertebral. A paralisia progrediu inexoravelmente e, a 14 de abril de 1925, ficou definitivamente acamada durante os últimos trinta anos da sua vida.
Vida e obra
A missão de sofrimento de Alexandrina, marcada por fenômenos místicos extraordinários como a Paixão de sexta-feira e a inédia eucarística.
Alexandrina compreende que sua vocação é oferecer seu sofrimento em união com Cristo, adotando como programa: «sofrer, amar, reparar». Sob a direção do padre Mariano Pinho, ela escreve seu diário espiritual. Em 1944, torna-se membro da Associação dos Salesianos Cooperadores sob a influência do padre Umberto Maria Pasquale. Sua vida é marcada por fenômenos místicos: ela revive a Paixão de Cristo todas as sextas-feiras de 1938 a 1942, obtém a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria pelo Papa Pio XII em 1942, e vive uma inédia eucarística total a partir de 27 de março de 1942, alimentando-se apenas da Eucaristia até sua morte.
Caminho para a santidade
A reputação de santidade de Alexandrina, a abertura do seu processo de beatificação e a sua proclamação como Venerável.
A reputação de santidade de Alexandrina atrai numerosos peregrinos durante a sua vida e após a sua morte, em 13 de outubro de 1955. O processo informativo diocesano foi aberto em 14 de janeiro de 1967 pelo arcebispo de Braga, D. Francisco Maria da Silva, e encerrado em 1973. Em 1978, os seus restos mortais foram trasladados para a igreja de Santa Eulália de Balasar. Em 12 de janeiro de 1996, o Papa João Paulo II assinou o decreto reconhecendo a heroicidade das suas virtudes, proclamando-a Venerável.
Beatificação e canonização
O reconhecimento do milagre de cura em 1995 e a beatificação solene de Alexandrina por João Paulo II em 2004.
A beatificação de Alexandrina baseia-se na cura medicamente inexplicável, em 1995, de Maria Madalena Azevedo Gomes Fonseca, que sofria da doença de Parkinson. O decreto que aprova este milagre foi assinado em 20 de dezembro de 2003. Alexandrina Maria da Costa foi solenemente beatificada em 25 de abril de 2004 pelo Papa João Paulo II em Roma, que destacou o seu amor a Cristo como o segredo da sua santidade. A sua festa litúrgica foi fixada em 13 de outubro.
Espiritualidade e legado
A espiritualidade eucarística e mariana de Alexandrina, sua mensagem aos pecadores e a perpetuação de seu legado em Balasar.
Apelidada de "apóstola da Eucaristia", Alexandrina passava suas noites em adoração mística. Sua oferta vitimal visava a conversão dos pecadores, como testemunha a inscrição em seu túmulo, que exorta os pecadores a não ofenderem mais a Jesus. Seu legado espiritual é hoje perpetuado pela Fundação Alexandrina de Balasar, pela Associação dos Salesianos Cooperadores e pelo grande Santuário Eucarístico de Balasar, que acolhe numerosos peregrinos.
Perguntas frequentes sobre Alexandrina Maria da Costa
Quem foi Alexandrina Maria da Costa?
Mística portuguesa paralisada após uma queda para preservar sua pureza, viveu apenas da Eucaristia durante mais de treze anos e ofereceu seus sofrimentos em união com Cristo.
Quais santos foram contemporâneos de Alexandrina Maria da Costa?
Entre seus contemporâneos figuram: Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Felipe de Jesús Munárriz e 50 companheiros, Mariano de Jesús Euse Hoyos e Teresa de Jesus dos Andes.
Quando Alexandrina Maria da Costa morreu?
Alexandrina Maria da Costa morreu por volta de 1955.
Quem são os familiares de Alexandrina Maria da Costa?
Familiares de Alexandrina Maria da Costa: Maria Ana da Costa (mãe) e Deolinda (irmã).
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Época / morte: 1955
- Beatificação em 2004 por João Paulo II
Citações
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Nossa Senhora me concedeu uma graça ainda maior: primeiro a resignação, depois a conformidade total à vontade de Deus e, finalmente, o desejo de sofrer.
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Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para vos salvar, aproximai-vos, caminhai sobre elas até que desapareçam. Mas não pequeis mais; não ofendais mais o nosso Jesus!
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