25 de março 20.º século

Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas

Religiosa palestina nascida em Jerusalém em 1843, cofundadora da Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém, foi canonizada pelo Papa Francisco em 17 de maio de 2015.

Cronologia

Seus contemporâneos

Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.

Explorar esta época

    Leitura guiada

    5 seçãos de leitura

    Vida 01 / 05

    Biografia

    Nascida em Jerusalém em 1843 em uma numerosa família católica, Soultaneh Maria Ghattas torna-se religiosa nas Irmãs de São José da Aparição sob o nome de Maria Alfonsina.

    Maria Alfonsina Danil Ghattas nasceu em 4 de outubro de 1843 em Jerusalém, então sob administração otomana, e recebeu no batismo o nome de Soultaneh (Sultana) Maria. Ela era proveniente de uma piedosa família católica latina, filha de Danil e Caterina Ghattas; as fontes relatam uma prole muito numerosa, da qual várias crianças morreram na infância. Formada na escola das Irmãs de São José da Aparição em Jerusalém, manifestou cedo uma vida de piedade e devoção mariana. Adolescente, entrou como postulante nesta congregação, recebeu o hábito religioso por volta de 1860 sob o nome de Maria Alfonsina e pronunciou seus votos nos anos seguintes. Enviada para ensinar o catecismo, notadamente em Belém e depois em Jerusalém, distinguiu-se como catequista e educadora junto às jovens da Terra Santa. É neste contexto de ensino e serviço aos mais pobres que ela viverá o essencial de sua existência, até sua morte em 25 de março de 1927, na festa da Anunciação, em Ein Karem, perto de Jerusalém.

    Fundação 02 / 05

    Vida e obra

    Após aparições marianas recebidas em Belém, ela participa da fundação da Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém, a primeira congregação religiosa autóctone da Terra Santa.

    A partir de 1874, Maria Alfonsina relata ter recebido em Belém aparições repetidas da Virgem Maria, pedindo-lhe que fundasse uma congregação local dedicada à educação cristã das jovens árabes e à difusão da devoção do Rosário. Por ordem de seu diretor espiritual, ela registra essas experiências em um diário espiritual que só seria divulgado após sua morte. A Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém é oficialmente estabelecida em 1880, sob a direção do padre Joseph (Yousef) Tannous, do Patriarcado Latino de Jerusalém; as primeiras religiosas recebem o hábito das mãos do patriarca latino Vincenzo Bracco. Tendo obtido de Roma uma dispensa para deixar as Irmãs de São José, Maria Alfonsina junta-se ela mesma à nova comunidade no início da década de 1880. Esta foi a primeira congregação religiosa autóctone da Terra Santa. Ao longo de sua vida, ela contribui para a abertura de escolas e obras em várias localidades da Palestina e da Transjordânia, entre as quais Beit Sahour, Nablus, Salt, Zababdeh, e funda um orfanato em Ein Karem em 1917.

    Teologia 03 / 05

    Caminhada rumo à santidade

    Sua santidade caracteriza-se por uma intensa devoção mariana e eucarística, uma humildade profunda e uma dedicação constante à educação dos mais pobres.

    A espiritualidade de Maria Alfonsina é marcada por uma devoção mariana excepcional, centrada na oração do Rosário, que ela considerava como uma proteção contra o mal e uma fonte de graças. Os testemunhos sublinham também uma profunda devoção eucarística, herdada da espiritualidade latina. Mulher de grande humildade, apresentava-se acima de tudo como catequista e serva das jovens do seu país, recusando honrarias. A sua reputação de santidade, ligada à sua vida de oração, à sua caridade para com os pobres e à sua fidelidade à missão recebida, desenvolveu-se ainda em vida e fortaleceu-se após a sua morte. O seu diário espiritual, mantido por injunção do seu diretor, revelou a posteriori a profundidade da sua vida interior e a seriedade com que discerniu as graças marianas que dizia receber, sob o controlo da autoridade eclesiástica.

    Culto 04 / 05

    Beatificação e canonização

    Beatificada em Nazaré em 2009 por delegação de Bento XVI, foi canonizada pelo Papa Francisco em 17 de maio de 2015, após o reconhecimento de um segundo milagre.

    A causa de beatificação de Marie-Alphonsine Danil Ghattas foi introduzida em Roma, e ela foi declarada venerável ao término do exame de suas virtudes heroicas. Após o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão, ela foi beatificada em 22 de novembro de 2009 na Basílica da Anunciação em Nazaré, sendo a cerimônia presidida pelo cardeal Angelo Amato em nome do Papa Bento XVI. Em 6 de dezembro de 2014, o Papa Francisco reconheceu um segundo milagre, abrindo caminho para sua canonização, cuja data foi anunciada em 14 de fevereiro de 2015. Marie-Alphonsine foi canonizada em 17 de maio de 2015 na Praça de São Pedro, no Vaticano, pelo Papa Francisco, durante a mesma celebração que sua compatriota Mariam Baouardy; segundo as fontes, o evento reuniu numerosos peregrinos do Oriente Médio e foi marcado pela presença do presidente palestino Mahmoud Abbas. Ela é, junto com Mariam Baouardy, uma das primeiras santas palestinas da era moderna. Sua festa litúrgica é fixada em 25 de março, dia de sua morte, na festa da Anunciação.

    Legado 05 / 05

    Espiritualidade e herança

    A Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém continua sua obra de educação e caridade no Oriente Médio, e a figura da santa tornou-se um símbolo para os cristãos da Terra Santa.

    A herança de Maria Alfonsina Danil Ghattas perpetua-se principalmente através da Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém, que ela cofundou e que permanece hoje presente na Terra Santa e em vários países do Oriente Médio. As religiosas dirigem escolas, programas de catequese, dispensários e obras de caridade, prolongando a missão de educação cristã e de promoção da mulher árabe que esteve no centro do compromisso de sua fundadora. Primeira congregação autóctone da Terra Santa, o instituto testemunha o dinamismo da Igreja local de língua árabe. A canonização de 2015 fez de Maria Alfonsina um símbolo de esperança e de orgulho para as comunidades cristãs do Oriente Médio, frequentemente minoritárias e provadas. Seu culto é particularmente vivo em Jerusalém, em Belém e em Ein Karem, lugares marcados por sua vida e seu apostolado.

    Fonte oficial Nota redigida pela Sancteo a partir de fontes contemporâneas verificadas (fontes oficiais da Igreja e referências hagiográficas).

    Perguntas frequentes sobre Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas

    Quem foi Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas?

    Religiosa palestina nascida em Jerusalém em 1843, cofundadora da Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém, foi canonizada pelo Papa Francisco em 17 de maio de 2015.

    Quais santos foram contemporâneos de Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas?

    Entre seus contemporâneos figuram: Mercedes de Jesús Molina, Francisca de Paula de Jesus, Santa Teresa de Jesus Jornet e Juan de Jesús López y González.

    Quando Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas morreu?

    Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas morreu por volta de 1927.

    Quais são os outros nomes de Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas?

    Outras formas do nome: Soultaneh Maria Ghattas, Sultana Maria Ghattas, Maria Alfonsina Danil Ghattas e Mary Alphonsine Ghattas.

    Anexos & entidades relacionadas

    Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.

    Eventos marcantes

    1. Época / morte: 1927
    2. Canonização em 2015 pelo Papa Francisco