3 de julho 19.º século

Peregrina Mogas Fontcuberta

Peregrina Mogas Fontcuberta (María Ana) foi uma religiosa espanhola, fundadora da congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, dedicada à educação dos pobres.

Cronologia

Seus contemporâneos

Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.

Explorar esta época

    Leitura guiada

    5 seçãos de leitura

    Vida 01 / 05

    Biografia

    A juventude de Peregrina Rosa Mogas Fontcuberta, desde o seu nascimento na Catalunha até à sua entrada na vida religiosa em Barcelona.

    Peregrina Rosa Mogas Fontcuberta (conhecida pelo seu nome de religião María Ana) nasceu a 13 de janeiro de 1827 em Corró de Vall (município de Les Franqueses del Vallès, perto de Granollers, na província de Barcelona, Espanha). É a terceira dos quatro filhos de Llorenç Mogas, agricultor e estalajadeiro, e de Magdalena Fontcuberta. Cresceu no seio de uma família profundamente cristã e foi batizada poucas horas depois do seu nascimento. Fez a sua primeira comunhão por volta dos seis ou sete anos de idade, um acontecimento marcante que lançou as bases da sua profunda devoção eucarística e mariana. A sua juventude foi rapidamente ensombrada por provações familiares dolorosas: perdeu o pai aos sete anos (em 1834) e a mãe seis anos mais tarde (em 1840 ou 1841). Tornada órfã, foi acolhida em Barcelona pela sua tia paterna e madrinha, Dona María Mogas, uma viúva abastada e sem filhos. Sob a sua guarda, Peregrina recebeu uma educação cuidada e frequentou a alta sociedade barcelonesa, ao mesmo tempo que se envolvia ativamente na vida paroquial da igreja de Santa María del Mar. Foi aí, sob a direção espiritual do seu confessor, o padre (Mosén) Gorgas, que discerniu a sua vocação religiosa. Embora a sua tia previsse para ela um futuro mundano e brilhante, Peregrina sentiu um apelo premente para se consagrar inteiramente a Deus e à educação das jovens pobres.

    Fundação 02 / 05

    Vida e obra

    A fundação das Capuchinhas da Mãe do Divino Pastor e o desenvolvimento do instituto de ensino para meninas pobres.

    Em 1848, num contexto de instabilidade política em Barcelona, Peregrina conhece duas religiosas capuchinhas exclaustradas, María Valdés e Isabel Yubal. Estas viviam num apartamento alugado e procuravam abrir uma escola para crianças pobres, sob a direção espiritual do padre Josep Tous Soler, ele próprio um sacerdote capuchinho exclaustrado. Seduzida pela simplicidade e humildade franciscanas deste projeto, Peregrina decide juntar-se a elas. Com a aprovação de Dom Casadevall, bispo de Vic, a pequena comunidade estabelece-se em Ripoll (província de Girona) em 1850. A casa de Ripoll abre oficialmente a 25 de maio de 1850, e Peregrina toma o hábito sob o nome de María Ana. Embora fosse ainda noviça, as suas companheiras elegem-na como primeira superiora da comunidade devido às suas qualidades humanas e espirituais. As religiosas, inicialmente chamadas Capuchinhas da Mãe do Divino Pastor, dedicam-se ao ensino gratuito de meninas pobres. María Ana professa os seus votos religiosos a 25 de janeiro de 1851. Para assegurar a legitimidade e a direção da escola, realiza brilhantemente os seus exames e obtém o seu diploma de professora em março de 1853. Apesar da partida posterior das duas religiosas fundadoras originais (que regressam à vida de clausura), María Ana assume sozinha o encargo do instituto com o apoio do padre Josep Tous Soler. Sob a sua direção enérgica e prudente, a congregação desenvolve-se rapidamente e abre novas casas na Catalunha. Em dezembro de 1865, a pedido de Dom Serra, aceita fundar uma casa em Ciempozuelos (perto de Madrid) para a reabilitação de jovens prostitutas. Perante numerosas dificuldades materiais e incompreensões, tem de abandonar este projeto específico, mas aceita em troca a direção de uma escola em Madrid, situada na rua de Santa Engracia. É em Madrid que a congregação ganha um novo impulso sob o nome de Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor (Franciscanas Misioneras de la Madre del Divino Pastor). O instituto recebe a aprovação oficial do cardeal-arcebispo de Toledo, Cirilo de Alameda y Brea, a 16 de janeiro de 1872.

    Vida 03 / 05

    Caminhada rumo à santidade

    As provações da doença, a dedicação da Madre María Ana e seus últimos instantes em Fuencarral.

    A vida da Madre María Ana é marcada por uma dedicação inabalável, mas também pela doença e pelas provações. Em 1878, aos 51 anos, ela sofreu um primeiro ataque de apoplexia (acidente vascular cerebral) que enfraqueceu gravemente sua saúde. Apesar de seu esgotamento físico progressivo, ela continuou a velar por suas irmãs e pelo desenvolvimento do instituto, que contava então com várias fundações na Espanha. Em maio de 1886, com seu estado de saúde se deteriorando de maneira irreversível, ela se retirou para a casa de Fuencarral (então um povoado perto de Madri). Foi lá que ela faleceu pacificamente à meia-noite do dia 3 de julho de 1886, aos 59 anos. Antes de morrer, ela deixou às suas irmãs seu testamento espiritual: «Minhas filhas, amem-se umas às outras como eu as amei, e suportem-se como eu as suportei. Caridade, verdadeira caridade. Amor e sacrifício!».

    Culto 04 / 05

    Beatificação e canonização

    O processo de reconhecimento das virtudes heroicas, a aprovação do milagre e a beatificação pelo Papa João Paulo II.

    A reputação de santidade da Madre María Ana Mogas Fontcuberta espalhou-se rapidamente após a sua morte. O processo informativo diocesano para a sua beatificação abriu-se em Madrid a 5 de março de 1949 e encerrou-se a 28 de maio de 1963. Os seus escritos foram oficialmente aprovados por um decreto de 21 de outubro de 1965. A causa foi formalmente introduzida em Roma a 11 de junho de 1977, sob o pontificado do Papa Paulo VI, conferindo-lhe o título de Serva de Deus. A 15 de dezembro de 1994, o Papa João Paulo II assinou o decreto reconhecendo a heroicidade das suas virtudes, proclamando-a assim Venerável. Um inquérito diocesano sobre uma cura cientificamente inexplicável, atribuída à sua intercessão, foi conduzido entre 1989 e 1990. A validade deste inquérito foi decretada em Roma a 12 de fevereiro de 1993. O milagre foi aprovado pelo conselho médico da Congregação para as Causas dos Santos a 14 de junho de 1995, e depois pelos teólogos a 1 de novembro de 1995. O decreto oficial reconhecendo o milagre foi promulgado pelo Papa João Paulo II a 25 de junho de 1996. A cerimónia solene de beatificação foi celebrada pelo Papa João Paulo II a 6 de outubro de 1996 na Praça de São Pedro, no Vaticano.

    Legado 05 / 05

    Espiritualidade e legado

    O carisma franciscano, a devoção à Divina Pastora e a expansão mundial da congregação.

    A espiritualidade da beata María Ana Mogas Fontcuberta está profundamente ancorada no carisma franciscano e na devoção mariana sob o título de «Mãe do Divino Pastor» (a Divina Pastora). Sua vida espiritual foi forjada aos pés do sacrário e da Cruz, centrada no amor ao Coração de Jesus e no abandono confiante à Divina Providência. Seu legado perpetua-se através da congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor. As irmãs continuam sua missão de educação cristã da juventude, de cuidado dos enfermos, dos pobres e das pessoas marginalizadas. Hoje, a congregação está presente em numerosos países da Europa, da África e da América Latina (notadamente na Espanha, em Portugal, na Argentina, no Benim, etc.).

    Fonte oficial Nota redigida pela Sancteo a partir de fontes contemporâneas verificadas (fontes oficiais da Igreja e referências hagiográficas).

    Perguntas frequentes sobre Peregrina Mogas Fontcuberta

    Quem foi Peregrina Mogas Fontcuberta?

    Peregrina Mogas Fontcuberta (María Ana) foi uma religiosa espanhola, fundadora da congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, dedicada à educação dos pobres.

    Quais santos foram contemporâneos de Peregrina Mogas Fontcuberta?

    Entre seus contemporâneos figuram: Jesús María Echavarría Aguirre, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Narcisa de Jesús e Juan de Jesús López y González.

    Quando Peregrina Mogas Fontcuberta morreu?

    Peregrina Mogas Fontcuberta morreu por volta de 1886.

    Quais são os outros nomes de Peregrina Mogas Fontcuberta?

    Outras formas do nome: María Ana, María Ana Mogas Fontcuberta e Peregrina Rosa Mogas Fontcuberta.

    Quem são os familiares de Peregrina Mogas Fontcuberta?

    Familiares de Peregrina Mogas Fontcuberta: Llorenç Mogas (pai), Magdalena Fontcuberta (mãe) e Dona María Mogas (tia paterna e madrinha).

    Anexos & entidades relacionadas

    Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.

    Eventos marcantes

    1. Época / morte: 1886
    2. Beatificação em 1996 por João Paulo II

    Citações

    • Minhas filhas, amem-se umas às outras como eu as amei, e suportem-se como eu as suportei. Caridade, verdadeira caridade. Amor e sacrifício! https://vertexaisearch.cloud.google.com/grounding-api-redirect/AUZIYQEGhRuOcP8C8AlYaH-emvzB5TgHqrsh4PR1COG56OioofwHFbFjXhtYIY52CeO9dwfY38S2y9R52GWCRCxteuxuIwtPJh_6q9uCD1bkW4FSZ87WAjl83TtXGIi_8fN2V9uh0IgFuu5XFdH4aLjZ5Af18vfvvw==