28 de novembro 20.º século

Francisco Esteban Lacal e companheiros

22

Grupo de 22 mártires (21 Missionários Oblatos de Maria Imaculada e um leigo) mortos em ódio à fé em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola.

Cronologia

Seus contemporâneos

Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.

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    5 seçãos de leitura

    Vida 01 / 05

    Biografia

    Apresentação de Francisco Esteban Lacal e seus companheiros oblatos, mártires da Guerra Civil Espanhola em 1936.

    Os beatos Francisco Esteban Lacal e seus companheiros formam um grupo de 22 mártires pertencentes à Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada (OMI). Foram mortos em ódio à fé em 1936, logo no início da Guerra Civil Espanhola. Este grupo de religiosos, composto por sacerdotes, irmãos coadjutores e jovens escolásticos (seminaristas), estava estabelecido na comunidade de Pozuelo de Alarcón, perto de Madrid.

    O líder deste grupo é o padre Francisco Esteban Lacal, superior provincial dos Oblatos na Espanha. Nascido em 8 de fevereiro de 1888 em Soria, professou seus primeiros votos em 1906 em Urnieta (Guipúscoa) e prosseguiu seus estudos eclesiásticos em Turim (Itália), onde foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1912. Após ter exercido como professor e superior local, foi nomeado superior provincial em 1932. Em 1935, transferiu sua residência para Madrid, na casa da rua Diego de León, de onde velava com solicitude por seus confrades.

    Missão 02 / 05

    Vida e obra

    A vida comunitária em Pozuelo de Alarcón e o desenrolar trágico do martírio dos Oblatos em três ondas sucessivas em 1936.

    A comunidade dos Oblatos estabeleceu-se no bairro da estação em Pozuelo de Alarcón em 1929. Este convento abrigava o escolasticado (casa de formação) da província espanhola. Os religiosos levavam ali uma vida de oração, estudo e intensa atividade apostólica. Asseguravam a capelania de três comunidades de religiosas locais, confessavam e pregavam nas paróquias vizinhas, e os jovens escolásticos ensinavam o catecismo às crianças do bairro.

    O eclodir da Guerra Civil Espanhola em julho de 1936 desencadeou uma violenta perseguição religiosa. Em 22 de julho de 1936, milícias revolucionárias armadas tomaram de assalto o convento de Pozuelo de Alarcón sob o pretexto de procurar armas. Os 38 Oblatos presentes foram imediatamente presos e confinados no refeitório da sua própria casa.

    O martírio dos 22 Oblatos desenrolou-se em três ondas sucessivas: 1. Em 24 de julho de 1936: Um primeiro grupo de sete Oblatos (o padre Juan Antonio Pérez Mayo e os escolásticos Francisco Polvorinos Gómez, Manuel Gutiérrez Martín, Cecilio Vega Domínguez, Juan Pedro Cotillo Fernández, Justo González Lorente e Pascual Aláez Medina) foi conduzido à Casa de Campo, perto de Madrid, e fuzilado. Morreram ao lado de um leigo e pai de família, Cándido Castán San José, que tinha sido preso com eles. 2. Em 7 de novembro de 1936: Dois outros Oblatos, o padre José Vega Riaño (formador) e o escolástico Serviliano Riaño Herrero, foram executados em Paracuellos de Jarama e Soto de Aldovea. 3. Em 28 de novembro de 1936: Os treze últimos membros da comunidade (incluindo o padre provincial Francisco Esteban Lacal, o superior local Vicente Blanco Guadilla, o jovem padre Gregorio Escobar García, bem como vários escolásticos e irmãos coadjutores) foram retirados da prisão de San Antón em Madrid, conduzidos a Paracuellos de Jarama e fuzilados coletivamente.

    Martírio 03 / 05

    Caminhada rumo à santidade

    O processo de reconhecimento do martírio dos Oblatos de Pozuelo, desde o inquérito diocesano até o decreto de 2011.

    Desde o anúncio de sua morte, a reputação de martírio dos Oblatos de Pozuelo espalhou-se entre os fiéis e no seio de sua família religiosa. Todos morreram perdoando seus algozes e confessando corajosamente sua fé.

    O inquérito diocesano sobre o martírio foi aberto em Madri em 11 de março de 1999 e encerrado em 11 de janeiro de 2000. O leigo Cándido Castán San José foi associado à causa dos 22 Oblatos. O processo romano teve início em junho de 2000 e a Positio foi depositada em 2003. Em 2 de abril de 2011, o Papa Bento XVI autorizou a promulgação do decreto reconhecendo oficialmente seu martírio in odium fidei (em ódio à fé).

    Culto 04 / 05

    Beatificação e canonização

    A celebração da beatificação em Madri em dezembro de 2011 e a fixação de sua festa litúrgica.

    A cerimônia de beatificação de Francisco Esteban Lacal e seus 22 companheiros (os outros 21 Oblatos e o leigo Cándido Castán San José) foi celebrada em 17 de dezembro de 2011 na Catedral da Almudena, em Madri. A celebração foi presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, representando o Papa Bento XVI.

    Sua festa litúrgica comum foi fixada em 28 de novembro, dia do martírio do maior grupo da comunidade, incluindo o padre provincial Francisco Esteban Lacal.

    Legado 05 / 05

    Espiritualidade e legado

    O ancoradouro espiritual dos mártires no carisma oblato e seu testemunho heroico de perdão.

    A espiritualidade deste grupo de mártires está profundamente ancorada no carisma dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada: o amor à Cruz, a entrega total de si pelo Evangelho e a confiança absoluta na Divina Providência. Apesar das torturas psicológicas e das privações extremas sofridas durante o cativeiro, nenhum deles renegou sua fé nem se arrependeu de seu compromisso religioso.

    Seu testemunho é marcado por uma atitude heroica de perdão e reconciliação. Antes de ser fuzilado em 28 de novembro de 1936, o padre Francisco Esteban Lacal, após dar a absolvição a seus companheiros, dirigiu-se aos carrascos nestes termos: «Sabemos que nos matam porque somos católicos e religiosos. Nós o somos em verdade. Meus companheiros e eu perdoamos vocês de todo o coração. Viva Cristo Rei!»

    Seu legado permanece vivo no seio da Congregação dos Oblatos e da Igreja espanhola, recordando a força do perdão diante da violência e a fidelidade absoluta a Cristo.

    Fonte oficial Nota redigida pela Sancteo a partir de fontes contemporâneas verificadas (fontes oficiais da Igreja e referências hagiográficas).

    Perguntas frequentes sobre Francisco Esteban Lacal e companheiros (22)

    Quem foi Francisco Esteban Lacal e companheiros (22)?

    Grupo de 22 mártires (21 Missionários Oblatos de Maria Imaculada e um leigo) mortos em ódio à fé em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola.

    Como Francisco Esteban Lacal e companheiros (22) morreu?

    Francisco Esteban Lacal e companheiros (22) sofreu o martírio pela fé cristã (20.º século).

    Quais santos foram contemporâneos de Francisco Esteban Lacal e companheiros (22)?

    Entre seus contemporâneos figuram: Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Felipe de Jesús Munárriz e 50 companheiros, Mariano de Jesús Euse Hoyos e Teresa de Jesus dos Andes.

    Anexos & entidades relacionadas

    Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.

    Eventos marcantes

    1. Época / morte: 1936
    2. Beatificação em 2011 por Bento XVI

    Citações

    • Sabemos que nos matam porque somos católicos e religiosos. Nós o somos, na verdade. Meus companheiros e eu perdoamos vocês de todo o coração. Viva Cristo Rei! https://vertexaisearch.cloud.google.com/grounding-api-redirect/AUZIYQHU1R9Sb7tBMSKJblB073MinpBPS_u9J_BxbxYres8t0S6_nhbaXZh5ohY071catt1vwh2GzkTmv6tawLmmf7m4C5kI5hoGBp2qDDWSRIOadHjgdKQlcWMrwKJwqYwUQlcVzVfkY-3kFVNNCZW7D050j9gsdolEG1ntarzelKfvs-XUY7Hg_RKIsvuMbZhJto2mjWIQpirdvBFc