27 de janeiro 20.º século

Giovanni Schiavo

Sacerdote josefino italiano e missionário no Brasil, o beato Giovanni Schiavo dedicou-se à educação dos jovens e ao acompanhamento das Irmãs Murialdinas.

Cronologia

Seus contemporâneos

Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.

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    Vida 01 / 05

    Biografia

    Nascimento na Itália, cura na infância, vocação junto aos Josefinos de Murialdo e ordenação sacerdotal.

    Giovanni Schiavo nasceu em 8 de julho de 1903 em Sant'Urbano, um povoado de Montecchio Maggiore, na província de Vicenza, Itália. Ele foi o primeiro dos nove filhos de Luigi Schiavo, sapateiro, e de Rosa Fittorelli, dona de casa. Criado em uma família modesta, porém profundamente cristã, contraiu poliomielite e meningite aos quatro anos de idade. Enquanto estava moribundo, curou-se de maneira repentina, o que seu entorno atribuiu à oração fervorosa de sua comunidade. Apesar da pobreza de sua família, ele prosseguiu seus estudos secundários em Montecchio Maggiore, percorrendo doze quilômetros a pé todos os dias. Foi durante esse período que sentiu o chamado ao sacerdócio, particularmente ao rezar diante de uma imagem da Virgem Maria. Em 1918, ingressou no seminário da Congregação de São José (os Josefinos de Murialdo), fundada por São Leonardo Murialdo. Lá, foi acolhido pelo padre Eugenio Reffo, sucessor do fundador. Pronunciou sua primeira profissão religiosa em 28 de agosto de 1919 (ou em 27 de agosto, segundo outras fontes) e sua profissão perpétua em 13 de agosto de 1925. Foi ordenado sacerdote em 10 de julho de 1927 na catedral de Vicenza (a data de 10 de setembro de 1927 também é mencionada pelo Dicastério para as Causas dos Santos). Após quatro anos de apostolado na Itália (notadamente em Modena, Oderzo e Montecchio Maggiore), seu desejo de se tornar missionário foi atendido: ele foi enviado ao Brasil em 1931.

    Missão 02 / 05

    Vida e obra

    Ministério pastoral e social no Brasil, fundação de obras educativas e acompanhamento das Irmãs Murialdinas.

    O padre Giovanni Schiavo chegou ao Brasil em 5 de setembro de 1931 em Jaguarão, antes de se instalar pouco depois em Ana Rech, no município de Caxias do Sul (Rio Grande do Sul). Foi nesta região que ele desenvolveu o essencial de sua atividade missionária e pastoral.

    Em 1936, foi nomeado diretor da escola e pároco da paróquia de Galópolis. Seu compromisso com os operários e suas denúncias das injustiças sociais tornaram-no indesejável para certos notáveis locais, obrigando os Josefinos a deixar a localidade em janeiro de 1937. De volta a Ana Rech, assumiu as funções de diretor e de vice-provincial para o Brasil de 1937 a 1940.

    Construtor e educador, fundou em 1941 o seminário de Fazenda Souza, do qual se tornou diretor e mestre de noviços. Em 1947, criou o "Abrigo de Menores de São José", uma obra social de grande envergadura destinada a acolher, educar e reinserir crianças de rua e jovens desfavorecidos.

    De 1946 a 1955, exerceu o cargo de primeiro superior da nova província autônoma dos Josefinos no Brasil. Paralelamente, desempenhou um papel determinante na implantação e no desenvolvimento do ramo feminino da congregação no Brasil, as Irmãs Murialdinas de São José, cuja primeira comunidade brasileira foi oficialmente estabelecida em 9 de maio de 1954. Acompanhou espiritualmente essas religiosas com dedicação incansável até sua morte.

    Culto 03 / 05

    Caminho para a santidade

    Morto em odor de santidade, peregrinações ao seu túmulo e reconhecimento de suas virtudes heroicas.

    A reputação de santidade do padre Giovanni Schiavo, já amplamente difundida durante sua vida, intensificou-se após sua morte, ocorrida em 27 de janeiro de 1967, em Caxias do Sul, em decorrência de uma grave doença. Seu túmulo, localizado no cemitério das Irmãs Murialdinas em Fazenda Souza, tornou-se rapidamente um local de peregrinação frequentado.

    A causa de beatificação e canonização foi oficialmente aberta na diocese de Caxias do Sul em 28 de abril de 2001. A fase diocesana do inquérito foi encerrada em outubro de 2003, e sua validade foi reconhecida pela Congregação para as Causas dos Santos em 19 de novembro de 2004.

    Em 14 de dezembro de 2015, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto que reconhece a heroicidade de suas virtudes, conferindo-lhe, assim, o título de Venerável.

    Culto 04 / 05

    Beatificação e canonização

    Reconhecimento de um milagre de cura e celebração de sua beatificação em 2017.

    O caminho para a beatificação concretiza-se com o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão. Trata-se da cura inexplicável de um homem ocorrida em 1997 em Caxias do Sul, no Brasil. Após um inquérito diocesano conduzido em 2009 e validado pelo Vaticano em 2010, a comissão médica do Dicastério para as Causas dos Santos concluiu, em 18 de fevereiro de 2016, que esta cura foi rápida, completa, duradoura e cientificamente inexplicável.

    Em 1º de dezembro de 2016, o Papa Francisco assinou o decreto aprovando oficialmente este milagre.

    A cerimônia de beatificação foi celebrada em 28 de outubro de 2017 em Caxias do Sul, presidida pelo Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, representando o Papa Francisco. Durante o Angelus de 29 de outubro de 2017, o Papa Francisco saudou a memória do novo beato, descrevendo-o como um sacerdote que "trabalhou com zelo ao serviço do povo de Deus e da formação dos religiosos e religiosas".

    Legado 05 / 05

    Espiritualidade e legado

    Carisma de São Leonardo Murialdo, abandono à Providência e perenidade de suas obras.

    A espiritualidade do bem-aventurado Giovanni Schiavo é profundamente marcada pelo carisma de São Leonardo Murialdo: um abandono total à Divina Providência, uma humildade discreta e um amor preferencial pelos pobres e pelos jovens em dificuldade. Sempre sorridente, era conhecido por semear a paz e a alegria ao seu redor.

    Passava longas horas em oração, extraindo de sua vida interior a força necessária para suas múltiplas atividades apostólicas. Suas últimas palavras, pronunciadas em seu leito de morte, resumem a orientação de toda a sua existência: «Pai, eu sou teu filho; sempre quis fazer a tua vontade».

    Seu legado perpetua-se hoje através das numerosas obras sociais e educativas que desenvolveu no Brasil, bem como pela vitalidade dos Josefinos e das Irmãs Murialdinas de São José, que continuam a inspirar-se em seu exemplo de caridade e doçura evangélica.

    Fonte oficial Nota redigida pela Sancteo a partir de fontes contemporâneas verificadas (fontes oficiais da Igreja e referências hagiográficas).

    Os milagres de Giovanni Schiavo

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    Perguntas frequentes sobre Giovanni Schiavo

    Quem foi Giovanni Schiavo?

    Sacerdote josefino italiano e missionário no Brasil, o beato Giovanni Schiavo dedicou-se à educação dos jovens e ao acompanhamento das Irmãs Murialdinas.

    Quais milagres são atribuídos a Giovanni Schiavo?

    1 milagre são atribuídos a este santo, notadamente: Cura.

    Quais santos foram contemporâneos de Giovanni Schiavo?

    Entre seus contemporâneos figuram: Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Felipe de Jesús Munárriz e 50 companheiros, Mariano de Jesús Euse Hoyos e Teresa de Jesus dos Andes.

    Quando Giovanni Schiavo morreu?

    Giovanni Schiavo morreu por volta de 1967.

    Quem são os familiares de Giovanni Schiavo?

    Familiares de Giovanni Schiavo: Luigi Schiavo (pai) e Rosa Fittorelli (mãe).

    Anexos & entidades relacionadas

    Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.

    Eventos marcantes

    1. Época / morte: 1967
    2. Beatificação em 2017 pelo Papa Francisco

    Citações

    • Pai, eu sou teu filho; sempre quis fazer a tua vontade https://vertexaisearch.cloud.google.com/grounding-api-redirect/AUZIYQHY5TsPM2uFr3J6J4c42F8-fmOH0XWpJvvVyHKmK03NVm3CyvCnMLY4uMCYrWetgvuwBZDeqDJyaSSJalDxf2y8jCDbFFIdW8Yff57e_XyhjAChv_0HvmWab_vSrggeWMHzT6mW