Maria Patlán Sánchez
Maria Patlán Sánchez (1895-1970), na vida religiosa Irmã Humilde do Menino Jesus, é uma religiosa franciscana mexicana declarada venerável pelo Papa Francisco em 2017.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
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Biografia
A juventude e a entrada na vida religiosa de Maria Patlán Sánchez, que se tornou Irmã Humilde do Menino Jesus.
A venerável Maria Patlán Sánchez, conhecida na vida religiosa como Irmã Humilde do Menino Jesus (Sor Humilde del Niño Jesús), nasceu em 17 de março de 1895 no Rancho de la Concepción, no estado de Guanajuato, México. Foi batizada em 27 de maio do mesmo ano com o nome de María Patricia Magdalena. Seus pais, Eleno Patlán e Cruz Sánchez, deram-lhe uma sólida educação cristã. Seu pai faleceu quando ela tinha apenas oito anos, deixando sua mãe assumir sozinha a educação de Maria e de seus dois irmãos, Cipriana e Ceferino.
Maria realizou seus primeiros estudos no internato das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa. Foi nesse ambiente que desenvolveu uma profunda piedade e uma devoção particular à Virgem Maria. De volta a casa, levou uma vida simples, ajudando sua mãe e dedicando-se à oração e ao serviço aos mais necessitados. Sentindo o chamado à vida religiosa, entrou em 17 de fevereiro de 1912 na Congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição. Recebeu o hábito religioso em 18 de maio de 1912, adotando o nome de Irmã Humilde do Menino Jesus de Praga (Sor Humilde del Niño Jesús de Praga), e professou seus primeiros votos temporários em 25 de maio de 1913.
Vida e obra
A trajetória da Irmã Humilde dentro de sua congregação, notadamente como Superiora Geral durante a Guerra Cristera.
A vida religiosa da Madre Humilde desenrolou-se no seio da Congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição, um instituto fundado no México em 1874 pelo padre franciscano José del Refugio Morales Córdova para responder às necessidades espirituais e materiais da época, nomeadamente através da educação de crianças pobres e do cuidado aos enfermos. Ao seio de seu instituto, a Irmã Humilde exerceu primeiramente as funções de mestra de postulantes e noviças, dedicando-se ao mesmo tempo ao ensino de crianças e adultos. Dotada de grande sabedoria e de um aguçado senso de responsabilidade, foi eleita Superiora Geral da congregação em 2 de fevereiro de 1922, cargo que ocupou até 4 de agosto de 1933. Foi durante este primeiro mandato que eclodiu a terrível perseguição religiosa no México (a Guerra Cristera). Diante do fechamento dos conventos e das ameaças constantes, a Madre Humilde demonstrou uma coragem e uma prudência heroicas. Esforçou-se para manter a unidade e o fervor de suas irmãs, chegando a levar-lhes clandestinamente a Sagrada Comunhão (com a autorização das autoridades eclesiásticas) para sustentá-las espiritualmente. Exortava-as a permanecerem fiéis à fé católica, preferindo sofrer fome a renegar seu compromisso. Após este período de crise, foi novamente eleita Superiora Geral em 25 de dezembro de 1945, exercendo este cargo até 13 de abril de 1958. Posteriormente, serviu como Vigária Geral de 17 de abril de 1958 a 16 de janeiro de 1965, e depois como terceira conselheira geral até sua morte. No total, governou e guiou sua família religiosa durante quase 24 anos, consolidando o instituto e preservando seu carisma franciscano.
Caminhada rumo à santidade
O fim da vida da Madre Humilde, sua morte em odor de santidade e a abertura de sua causa de beatificação.
A Madre Humilde viveu seus últimos anos marcada pela doença e diversas provações, que suportou com uma paciência e alegria constantes. Faleceu em odor de santidade no dia 17 de junho de 1970 em Veracruz, no México.
A reputação de santidade da qual gozava em vida propagou-se amplamente após sua morte. Em 25 de junho de 1980, seus restos mortais foram transferidos para as criptas da Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México.
A causa de beatificação e canonização foi oficialmente aberta em nível diocesano no dia 17 de julho de 1999, no âmbito da Arquidiocese do México. O inquérito diocesano foi encerrado em 16 de agosto de 2006. A Congregação para as Causas dos Santos decretou a validade jurídica deste inquérito em 2 de junho de 2010, e a Positio (o dossiê de síntese sobre suas virtudes) foi finalizada em 9 de março de 2013.
Beatificação e canonização
O reconhecimento das virtudes heroicas da Madre Humilde pelo Papa Francisco em 2017.
Em 16 de junho de 2017, o Papa Francisco recebeu em audiência o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e autorizou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas da Serva de Deus Humilde Patlán Sánchez (na religião Irmã Humilde do Menino Jesus), conferindo-lhe assim o título de Venerável.
Para que sua beatificação possa ser pronunciada, é necessário o reconhecimento oficial de um milagre atribuído à sua intercessão pela Santa Sé.
Espiritualidade e legado
O legado espiritual da Madre Humilde, fundado na humildade, na alegria e no carisma franciscano.
A espiritualidade da Venerável Humilde Patlán Sánchez estava profundamente enraizada na humildade, na oração contemplativa e no espírito de penitência, em conformidade com o carisma franciscano de seu instituto. Ela considerava a humildade como a virtude mestra e a via real traçada por Cristo para a Redenção.
Ela se distinguia por uma serenidade inabalável diante das provações mais duras, incluindo calúnias e doenças. Insistia particularmente na alegria espiritual, ensinando às suas irmãs que a tristeza era a fonte de muitas desordens morais e espirituais, tanto pessoais quanto comunitárias. Seu legado perdura hoje através da ação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição, que continuam sua missão de educação e caridade em vários países do mundo.
Perguntas frequentes sobre Maria Patlán Sánchez
Quem foi Maria Patlán Sánchez?
Maria Patlán Sánchez (1895-1970), na vida religiosa Irmã Humilde do Menino Jesus, é uma religiosa franciscana mexicana declarada venerável pelo Papa Francisco em 2017.
Quais santos foram contemporâneos de Maria Patlán Sánchez?
Entre seus contemporâneos figuram: Jesús María Echavarría Aguirre, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Narcisa de Jesús e Juan de Jesús López y González.
Quando Maria Patlán Sánchez morreu?
Maria Patlán Sánchez morreu por volta de 1895.
Quais são os outros nomes de Maria Patlán Sánchez?
Outras formas do nome: María Patricia Magdalena, Sor Humilde del Niño Jesús, Sor Humilde del Niño Jesús de Praga, Sœur Humilde de l'Enfant Jésus e Sœur Humilde de l'Enfant Jésus de Prague.
Quem são os familiares de Maria Patlán Sánchez?
Familiares de Maria Patlán Sánchez: Eleno Patlán (pai), Cruz Sánchez (mãe), Cipriana (irmã) e Ceferino (irmão).
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Época / morte: 1895-1970
- Decreto de venerabilidade pelo Papa Francisco