Joseph Amand Passerat
Sacerdote redentorista francês, sucessor de São Clemente Maria Hofbauer como vigário-geral das comunidades transalpinas, propagou a ordem na Europa e na América do Norte.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
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Biografia
Juventude, formação e fuga da Revolução Francesa de Joseph-Amand Passerat até sua entrada nos Redentoristas.
Joseph-Amand Constantin Fidèle Passerat nasceu em 30 de abril de 1772 em Joinville, na Haute-Marne (França), no seio de uma família profundamente piedosa. Desde a infância, manifestou uma atração marcante pela piedade e pela inocência. Recebeu suas primeiras instruções junto aos monges beneditinos da abadia de Saint-Urbain, antes de entrar, aos dezesseis anos, no seminário de Châlons-sur-Marne. Prosseguiu então com estudos de filosofia e teologia na Sorbonne, em Paris.
A Revolução Francesa veio transtornar seu percurso. Requisitado pela levée en masse de 1792, foi alistado à força no exército revolucionário onde, devido à sua grande estatura, foi nomeado intendente e depois tambor-mor. Recusando-se a combater por um regime que perseguia a Igreja, desertou e fugiu para além do Reno. Procurou prosseguir seus estudos eclesiásticos na Bélgica, entrando brevemente no seminário de Namur, mas o avanço das tropas francesas obrigou-o a fugir novamente. Passou pelos seminários de Tréveris e de Münster na Alemanha, que deixou rapidamente ao constatar que ali se ensinavam teses influenciadas pelo febronianismo, uma doutrina que contestava a autoridade do Papa. Terminou finalmente seus estudos teológicos em Augsburgo e em Wurtzburgo.
Foi em Wurtzburgo que encontrou outros seminaristas emigrados franceses (Pierre-François Mercier, Nicolas Le Noir e Vannelet) e ouviu falar da obra missionária dos Redentoristas estabelecidos em Varsóvia (Polônia) sob a direção de São Clemente Maria Hofbauer. Desejosos de se consagrarem a Deus, os quatro companheiros empreenderam uma viagem de trezentas léguas a pé para chegar à Polônia. Acolhido por São Clemente Maria Hofbauer, Joseph-Amand Passerat recebeu o hábito religioso em 22 de julho de 1796, pronunciou seus votos em 13 de novembro do mesmo ano e foi ordenado sacerdote em 15 de abril de 1797.
Vida e obra
O ministério do padre Passerat como formador, superior de comunidades e vigário-geral dos Redentoristas transalpinos.
Desde a sua ordenação, o padre Passerat é incumbido por São Clemente Maria Hofbauer da formação dos noviços e dos estudantes da comunidade de Varsóvia, bem como do ensino da teologia dogmática e moral. O seu zelo e a sua profunda piedade valem-lhe a estima do seu superior, que o qualifica como um "homem de santidade e de altas virtudes".
Em 1803, é nomeado superior da nova fundação do Monte Tabor, perto de Jestetten (diocese de Constança). Expulso pelas agitações políticas em 1805, guia a sua comunidade para Babenhausen (diocese de Augsburgo), depois através da Suíça, procurando sem descanso um refúgio estável para os seus confrades. Em 1818, consegue instalar a comunidade na antiga cartuxa de Valsainte, na Suíça.
Após a morte de São Clemente Maria Hofbauer em 1820, o padre Passerat sucede-lhe como vigário-geral das comunidades redentoristas transalpinas (isto é, situadas fora da Itália), estabelecendo a sua residência no convento de Maria am Gestade, em Viena. Durante os seus vinte e oito anos de governo (1820-1848), desenvolve uma atividade missionária e administrativa prodigiosa. Funda nada menos que vinte e nove casas por toda a Europa: na Baviera, na Prússia, na Suíça, na Bélgica, na França, em Portugal, nos Países Baixos e na Inglaterra. Em 1832, envia os seis primeiros missionários redentoristas para os Estados Unidos, lançando assim as bases de uma expansão maior no continente americano.
Desempenha também um papel determinante no estabelecimento do ramo feminino da ordem, as Redentoristas, fora da Itália, fundando o seu primeiro mosteiro transalpino em Währing, perto de Viena, entre 1830 e 1831.
Caminhada rumo à santidade
As provações do exílio, a doença e os últimos dias do padre Passerat em Tournai.
O ministério do padre Passerat foi marcado por numerosas provações políticas. Durante a revolução de 1848, ele foi expulso de Viena com sua comunidade em 6 de abril de 1848. Com setenta e seis anos de idade, teve de fugir disfarçado de leigo através da Áustria, da Baviera e da Prússia para chegar à Bélgica. Exausto por essas provações e por seus longos anos de trabalho, apresentou sua renúncia ao cargo de vigário-geral. Ele se retirou primeiramente junto às Redentoristas de Bruges, depois juntou-se em 1850 ao convento dos Redentoristas de Tournai. Seus últimos anos foram marcados pela doença — sofreu três ataques de apoplexia — e por profundas provações espirituais, atravessando períodos de secura interior e de escrúpulos, que suportou com uma paciência heroica. Paralelamente, seus confrades testemunharam seus dons de intuição espiritual e de penetração dos corações. Ele faleceu santamente em Tournai no dia 30 de outubro de 1858, aos 86 anos de idade. Durante seu funeral, o célebre pregador padre Combalot declarou do alto do púlpito: «Acabamos de perder um servo de Deus que foi um milagre de oração e um homem de grande santidade».
Beatificação e canonização
O processo de reconhecimento da santidade de Joseph Amand Passerat, declarado venerável por João Paulo II.
A reputação de santidade do padre Passerat propagou-se rapidamente após a sua morte. O processo informativo para a sua beatificação foi aberto na diocese de Tournai em 1892. Os seus escritos espirituais foram oficialmente aprovados pelos teólogos da Congregação dos Ritos em 9 de agosto de 1896.
A causa foi formalmente introduzida em Roma em 13 de maio de 1901, sob o pontificado do Papa Leão XIII, conferindo-lhe o título de Servo de Deus. Após o exame minucioso da sua vida e dos seus escritos, o Papa João Paulo II promulgou o decreto reconhecendo a heroicidade das suas virtudes em 29 de abril de 1980, declarando-o assim Venerável.
Espiritualidade e legado
Apelidado de o Grande Orante, o padre Passerat marcou a ordem por seu ascetismo e pelo impulso missionário transalpino.
Apelidado de "o Grande Orante" (il Grande Orante) por São Clemente Maria Hofbauer devido à sua oração contínua, o padre Passerat marcou profundamente a espiritualidade do ramo transalpino dos Redentoristas. Enquanto São Clemente encarnava uma abordagem mais intelectual e voltada para a pastoral popular, o padre Passerat enfatizou um retorno ao ascetismo tradicional, à rigorosa observância da regra, à obediência e ao espírito de sacrifício. Seu legado reside principalmente no extraordinário impulso missionário que incutiu em sua congregação, permitindo aos Redentoristas se estabelecerem duradouramente no mundo anglo-saxão e na América do Norte. Ele gostava de repetir aos seus confrades desencorajados pelas perseguições: "Consolai-vos, nós somos a semente; mesmo que fôssemos reduzidos a dez, esses dez, como grãos de trigo caídos na terra e reduzidos a pó, darão um dia uma rica colheita".
Perguntas frequentes sobre Joseph Amand Passerat
Quem foi Joseph Amand Passerat?
Sacerdote redentorista francês, sucessor de São Clemente Maria Hofbauer como vigário-geral das comunidades transalpinas, propagou a ordem na Europa e na América do Norte.
Quais santos foram contemporâneos de Joseph Amand Passerat?
Entre seus contemporâneos figuram: Venerável Inês de Jesus, Beata Maria Ana de Jesus, Santo Afonso Maria de Ligório e Santa Maria Francisca das Cinco Chagas de Jesus.
Quando Joseph Amand Passerat morreu?
Joseph Amand Passerat morreu por volta de 1772.
Quais são os outros nomes de Joseph Amand Passerat?
Outras formas do nome: Joseph-Amand Constantin Fidèle Passerat e Joseph-Amand Passerat.
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Época / morte: 1772-1858
- Decreto de venerabilidade por João Paulo II
Citações
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Acabamos de perder um servo de Deus que foi um milagre de oração e um homem de grande santidade
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Consolem-se, nós somos a semente; mesmo que fôssemos reduzidos a dez, esses dez, como grãos de trigo caídos na terra e reduzidos a pó, darão um dia uma rica colheita.
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