José María de Yermo y Parres
Sacerdote mexicano (1851-1904), fundador das Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres, dedicado ao serviço dos mais necessitados. Beatificado em 1990 e canonizado por João Paulo II em 2000.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
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Biografia
Nascido em 1851 no Estado do México e órfão de mãe desde a primeira infância, José María de Yermo y Parres tornou-se sacerdote diocesano após uma passagem inicial pelos Lazaristas.
José María de Yermo y Parres nasceu em 10 de novembro de 1851 em Jalmolonga, perto de Malinalco, no Estado do México. Seu pai, Manuel de Yermo y Soviñas, era advogado; sua mãe, María Josefa Parres, faleceu pouco depois de seu nascimento, de modo que a criança foi criada pelo pai e por uma tia em um ambiente profundamente cristão. Por volta dos dezesseis anos, em 1867, ingressou na Congregação da Missão (os Lazaristas ou Paúles), herdeiros de São Vicente de Paulo, onde professou votos. Após cerca de dez anos marcados por uma crise de vocação, deixou a congregação para continuar sua formação no seminário de León, no Estado de Guanajuato. Foi ordenado sacerdote em 24 de agosto de 1879. Uma saúde frágil afastou-o inicialmente de um ministério extenso, confinando-o ao atendimento de pequenas igrejas de León, incluindo a do Calvário. Foi nesse contexto modesto, em contato direto com a miséria, que se delineou a vocação caritativa que orientaria toda a sua vida. Faleceu em 20 de setembro de 1904 em Puebla de los Ángeles.
Vida e obra
Comovido pelo abandono dos mais pobres, fundou em 1885 as Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres e multiplicou as obras de caridade por todo o México.
Segundo a tradição relatada por seus biógrafos, a descoberta, no caminho do Calvário em León, de recém-nascidos abandonados sendo devorados por animais, abalou o jovem sacerdote e precipitou seu compromisso. Em 13 de dezembro de 1885, ele abriu o Asilo do Sagrado Coração, destinado a acolher órfãos e necessitados, e fundou, com algumas jovens, a congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres (Siervas del Sagrado Corazón de Jesús y de los Pobres). Em poucos anos, o instituto se expandiu e José María de Yermo abriu escolas, hospitais, casas para idosos, orfanatos e refúgios. Em Puebla, iniciou uma obra destinada a resgatar mulheres prostituídas. Sua dedicação, especialmente durante uma inundação que atingiu León, valeu-lhe o apelido de "gigante da caridade". Perto do fim de sua vida, em 1904, estendeu sua ação missionária até a Sierra Tarahumara, no norte do país, em benefício das populações indígenas. A fecundidade dessas fundações, continuadas por sua congregação, constitui a obra principal de sua existência.
Caminho para a santidade
Sua espiritualidade, centrada no Coração de Cristo, une a contemplação e o serviço concreto aos mais pobres.
A fisionomia espiritual de José María de Yermo y Parres reside na união de duas devoções que ele soube fazer convergir: o amor ao Sagrado Coração de Jesus e o serviço aos pobres. Em sua homilia de canonização, João Paulo II ressalta que ele viveu seu sacerdócio como um dom total a Cristo, ao qual aderia "com todas as suas forças", e que o Coração de Cristo foi a fonte e o fundamento de todo o seu carisma. A caridade é apresentada ali não como uma atividade entre outras, mas como o princípio mesmo de sua vida, animada pelo amor infinito de Cristo pelos homens. Seus contemporâneos e biógrafos insistem na aliança, nele, de uma vida de oração e contemplação com um sentido muito prático da organização caritativa, que lhe permitiu responder concretamente às angústias que encontrava. Essa reputação de santidade, fundada no exercício heroico da caridade, sustentará a abertura de sua causa após sua morte.
Beatificação e canonização
Beatificado na Cidade do México em 1990, José María de Yermo y Parres foi canonizado por João Paulo II em 21 de maio de 2000; sua festa é celebrada em 20 de setembro.
A causa de beatificação foi concluída em 6 de maio de 1990, quando João Paulo II proclamou José María de Yermo y Parres beato na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, durante sua viagem apostólica ao México. Dez anos depois, em 21 de maio de 2000, na Praça de São Pedro em Roma, o mesmo papa inscreveu-o no catálogo dos santos, durante uma celebração do Ano Jubilar que viu também a canonização da religiosa mexicana María de Jesús Sacramentado Venegas. De acordo com o procedimento, sua canonização pressupõe o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão, mas as fontes consultadas não especificam os detalhes; esta informação é, portanto, omitida por falta de verificação. Sua memória litúrgica é fixada em 20 de setembro, dia do aniversário de sua morte ocorrida em Puebla em 1904.
Espiritualidade e legado
Seu legado perdura através da congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres, presente no México e além.
O legado de José María de Yermo y Parres prolonga-se principalmente na congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres, que prossegue a sua obra de educação, cuidado e assistência aos mais necessitados. Nascido em León, o instituto desenvolveu-se no México antes de se expandir para outros países, fiel à dupla inspiração do seu fundador: a devoção ao Coração de Cristo e o serviço aos pobres. Santo mexicano da época contemporânea, José María de Yermo y Parres é honrado como uma figura marcante da caridade organizada e da atenção às margens da sociedade — órfãos, doentes, idosos, mulheres em dificuldade e populações indígenas da Sierra Tarahumara. A sua festa, no dia 20 de setembro, é celebrada nomeadamente nas comunidades da sua congregação e no México, onde a sua memória permanece viva.
Perguntas frequentes sobre José María de Yermo y Parres
Quem foi José María de Yermo y Parres?
Sacerdote mexicano (1851-1904), fundador das Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres, dedicado ao serviço dos mais necessitados. Beatificado em 1990 e canonizado por João Paulo II em 2000.
Quais santos foram contemporâneos de José María de Yermo y Parres?
Entre seus contemporâneos figuram: Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Felipe de Jesús Munárriz e 50 companheiros, Mariano de Jesús Euse Hoyos e Teresa de Jesus dos Andes.
Quando José María de Yermo y Parres morreu?
José María de Yermo y Parres morreu por volta de 1904.
Quais são os outros nomes de José María de Yermo y Parres?
Outras formas do nome: Joseph Mary de Yermo y Parres.
Quem são os familiares de José María de Yermo y Parres?
Familiares de José María de Yermo y Parres: Manuel de Yermo y Soviñas (pai) e María Josefa Parres (mãe).
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Época / morte: 1904
- Canonização em 2000 por João Paulo II