Paula Montal Fornés
Religiosa espanhola (1799-1889), Paula Montal Fornés fundou o instituto das Filhas de Maria, Religiosas das Escolas Pias (Escolápias), dedicado à educação cristã das jovens. Beatificada em 1993 e canonizada em 2001 por João Paulo II.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
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Biografia
Nascida em Arenys de Mar em 1799 em uma família modesta, Paula Montal Fornés tornou-se rendeira para sustentar os seus antes de dedicar sua vida à educação das jovens.
Paula Montal Fornés nasceu em 11 de outubro de 1799 em Arenys de Mar, perto de Barcelona, em uma modesta família catalã. A mais velha de cinco filhos, perdeu o pai por volta dos dez anos de idade e teve de trabalhar muito cedo para ajudar sua mãe viúva. Como muitas mulheres da costa catalã, exerceu o ofício de rendeira (puntaire), ao mesmo tempo em que se dedicava à catequese e ao acompanhamento das crianças de sua paróquia. Confrontada com a pobreza e a falta de instrução das meninas de seu tempo, concebeu a convicção de que educar as mulheres era um meio privilegiado de elevar as famílias e a sociedade. Em 1829, deixou sua cidade natal para abrir, com sua amiga Inés Busquets, uma primeira escola para meninas em Figueras (província de Girona), perto da fronteira francesa. Nela, propôs um ensino religioso e profano de uma qualidade então reservada aos meninos. Permaneceu toda a sua vida na Catalunha, fixando seus últimos anos em Olesa de Montserrat, onde faleceu em 26 de fevereiro de 1889, cercada por suas religiosas.
Vida e obra
Paula Montal fundou o instituto das Filhas de Maria, Religiosas das Escolas Pias, dedicado à educação cristã das jovens segundo a espiritualidade de São José de Calasanz.
A partir da escola de Figueras, aberta em 1829, Paula Montal multiplicou as fundações escolares na Catalunha, nomeadamente em Arenys de Mar e em Sabadell, respondendo a uma necessidade premente de instrução feminina. Tendo entrado em contato com os Padres das Escolas Pias (Escolápios) em Mataró por volta de 1842, ela adotou a espiritualidade de São José de Calasanz, fundador desta ordem dedicada à educação popular segundo o lema "piedade e letras" (piedad y letras). Em 2 de fevereiro de 1847, em Sabadell, Paula Montal e três companheiras — Inés Busquets, Felicia Clavell e Francisca de Domingo — fizeram profissão e constituíram o instituto das Filhas de Maria, Religiosas das Escolas Pias (Escolápias), caracterizado por um quarto voto de ensino. Ela tomou então o nome religioso de Paula de São José de Calasanz. Seu ideal resumia-se na sua vontade de "salvar as famílias educando as jovens". Eleita primeira superiora, ela abriu várias casas e, depois, por humildade, retirou-se da direção geral em 1859 para viver como simples religiosa em Olesa de Montserrat até sua morte.
Caminhada rumo à santidade
Mulher de oração e humildade, Paula Montal viveu sua vocação educativa como um serviço a Deus e um apostolado de promoção da mulher e da família.
A espiritualidade de Paula Montal enraizou-se em uma piedade sincera nutrida pela oração e em uma devoção mariana que ela quis transmitir às suas alunas e às suas religiosas, colocadas sob o patrocínio da Virgem Maria. Segundo João Paulo II, ela se dedicou «a diversas atividades apostólicas, ao mesmo tempo que penetrava, pela oração e por uma piedade sincera, nos mistérios de Deus». Sua santidade manifestou-se sobretudo na humildade: após ter fundado e organizado o instituto, aceitou retirar-se de qualquer cargo de governo para viver os últimos trinta anos de sua vida no anonimato, como simples religiosa em Olesa de Montserrat. Convencida de que a educação cristã das meninas era a chave para a restauração das famílias, colocou sua obra educativa a serviço da promoção da mulher em uma Espanha do século XIX marcada por convulsões políticas e pela pobreza. Sua reputação de santidade, já presente durante sua vida entre suas religiosas, difundiu-se após sua morte e sustentou a abertura de sua causa.
Beatificação e canonização
Beatificada por João Paulo II em 18 de abril de 1993, Paula Montal foi canonizada pelo mesmo papa em 25 de novembro de 2001; sua festa é celebrada em 26 de fevereiro.
A causa de beatificação de Paula Montal culminou sob o pontificado de João Paulo II, que a proclamou beata em Roma, em 18 de abril de 1993. O reconhecimento de um segundo milagre atribuído à sua intercessão, aprovado em 1º de julho de 2000, abriu o caminho para sua canonização. O Papa João Paulo II a inscreveu no catálogo dos santos em 25 de novembro de 2001, na Praça de São Pedro, durante uma celebração que canonizou também Giuseppe Marello, Léonie Françoise de Sales Aviat e Maria Crescentia Höss. Em sua homilia, o papa destacou que Paula Montal se dedicou «à promoção da mulher e da família, com seu ideal de salvar a família educando as jovens no santo temor de Deus», e que seu carisma educativo permanecia «uma fonte de inspiração para a formação das gerações do terceiro milênio cristão». Sua memória litúrgica é celebrada em 26 de fevereiro, dia do aniversário de sua morte.
Espiritualidade e herança
O instituto fundado por Paula Montal, as Escolápias, prossegue sua obra educativa em numerosos países, perpetuando seu carisma de promoção da mulher através da instrução cristã.
A herança de Paula Montal perpetua-se através do instituto das Filhas de Maria, Religiosas das Escolas Pias, comumente chamadas de Escolápias, presente no momento de sua canonização em cerca de vinte países da Europa, América, África e Ásia. Fiéis ao carisma calasâncio de «piedade e letras», estas religiosas continuam a animar escolas, colégios e obras educativas, colocando a formação das jovens e a promoção da mulher no centro de sua missão. Figura de referência da pedagogia cristã feminina na Espanha, Paula Montal é honrada como santa padroeira e inspiradora pelas comunidades educativas que se reclamam dela, nomeadamente na Catalunha. Seus restos mortais são venerados pelo instituto, e numerosos estabelecimentos escolares levam seu nome. Sua mensagem, centrada no vínculo entre educação das meninas, solidez das famílias e bem da sociedade, permaneceu atual para as obras educativas católicas contemporâneas.
Perguntas frequentes sobre Paula Montal Fornés
Quem foi Paula Montal Fornés?
Religiosa espanhola (1799-1889), Paula Montal Fornés fundou o instituto das Filhas de Maria, Religiosas das Escolas Pias (Escolápias), dedicado à educação cristã das jovens. Beatificada em 1993 e canonizada em 2001 por João Paulo II.
Quais santos foram contemporâneos de Paula Montal Fornés?
Entre seus contemporâneos figuram: Jesús María Echavarría Aguirre, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Narcisa de Jesús e Juan de Jesús López y González.
Quando Paula Montal Fornés morreu?
Paula Montal Fornés morreu por volta de 1889.
Quais são os outros nomes de Paula Montal Fornés?
Outras formas do nome: Paula Montal Fornés de San José de Calasanz, Paule de Saint-Joseph de Calasanz e Paula de San José de Calasanz.
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Época / morte: 1889
- Canonização em 2001 por João Paulo II
Citações
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Salvar as famílias educando as jovens no santo temor de Deus.
Homilia de João Paulo II para a canonização, 25 de novembro de 2001 (vatican.va)