22 de setembro 19.º século

Mariano Gazpio Ezcurra

Sacerdote e missionário espanhol da Ordem dos Agostinianos Recoletos, Mariano Gazpio Ezcurra trabalhou durante 28 anos na China antes de se dedicar à formação de noviços na Espanha. Foi declarado venerável em 2021.

Cronologia

Seus contemporâneos

Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.

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    Vida 01 / 05

    Biografia

    Nascimento, juventude e formação religiosa de Mariano Gazpio Ezcurra na Espanha e nas Filipinas.

    Mariano Gazpio Ezcurra nasceu em 18 de dezembro de 1899 em Puente la Reina, na província de Navarra, Espanha. Ele era o terceiro dos quatro filhos de Dionisio Gazpio, pedreiro, e de Severina Ezcurra. Batizado no mesmo dia de seu nascimento, recebeu o sacramento da confirmação em 6 de janeiro de 1902 das mãos do arcebispo de Pamplona, Dom José López de Mendoza. Atraído muito jovem pela vida religiosa, ingressou no colégio preparatório para jovens aspirantes dos Agostinianos Recoletos em San Millán de la Cogolla. Realizou então seu noviciado no convento de Monteagudo (Navarra), onde professou seus primeiros votos (profissão simples) em 23 de dezembro de 1915, aos 16 anos de idade. Fez sua profissão solene em 19 de dezembro de 1920 em Marcilla. Após três anos de estudos teológicos em Marcilla, foi enviado para as Filipinas em 1921 para concluir sua formação. Foi ordenado sacerdote em Manila em 23 de dezembro de 1922 pelo arcebispo Dom Michael J. O'Doherty. Exerceu seu primeiro ministério pastoral como vigário na paróquia de Cavite Puerto/San Roque até março de 1924.

    Missão 02 / 05

    Vida e obra

    O compromisso missionário do padre Mariano na China durante 28 anos e o seu regresso a Espanha para a formação de noviços.

    Em 1924, o padre Mariano voluntariou-se para fazer parte da primeira expedição missionária dos Agostinianos Recoletos na China continental. Chegando em 4 de abril de 1924 à missão de Kweiteh (hoje Shangqiu), na província de Henan, encontrou-se numa região quase totalmente desprovida de cristãos.

    Apesar das dificuldades iniciais, nomeadamente a aprendizagem de uma língua complexa e a adaptação a um modo de vida rude, distinguiu-se pelo seu zelo apostólico e profunda piedade. Aprendeu a falar fluentemente chinês e, posteriormente, ensinou-o aos novos missionários. Exerceu o seu ministério em vários postos missionários, nomeadamente em Chengliku (Chenliku), Yucheng, Chutsi e Kweiteh.

    Ao longo dos seus 28 anos de presença na China, assumiu importantes responsabilidades: * Diretor da escola de catequistas de Chutsi (1934-1941) * Vigário geral da diocese (1941-1948) * Superior religioso da missão (1946-1952)

    Teve de enfrentar grandes provações: guerras civis, ataques de bandidos, bombardeamentos da missão e, finalmente, a perseguição religiosa sob o regime comunista de Mao Zedong. Apesar dos perigos, recusou-se a abandonar os seus fiéis. No entanto, como a quase totalidade dos missionários estrangeiros, foi preso, colocado sob estreita vigilância policial e, depois, expulso da China no início de 1952.

    De regresso a Espanha em 1952, iniciou uma segunda fase da sua vida dedicada à formação de jovens religiosos. Foi nomeado mestre de noviços e vice-prior no convento de Monteagudo (1952-1955), depois prior desse mesmo convento (1955-1958), antes de voltar a ser mestre de noviços (1958-1964). Em 1964, foi transferido para o convento de Marcilla, onde passou os últimos 25 anos da sua vida como diretor espiritual e confessor dos estudantes de teologia.

    Culto 03 / 05

    Caminho para a santidade

    A morte do padre Mariano em 1989, sua reputação de santidade e a abertura de seu processo diocesano.

    O padre Mariano Gazpio Ezcurra faleceu em 22 de setembro de 1989 no hospital de Navarra, em Pamplona, devido a uma parada cardíaca provocada por uma hemorragia cerebral e uma pneumonia, na véspera de completar 90 anos. Foi sepultado no cemitério de Marcilla, antes que seus restos mortais fossem transferidos em 2014 para a igreja conventual dos Agostinianos Recoletos de Marcilla.

    Sua reputação de santidade, já solidamente estabelecida durante sua vida tanto entre os fiéis chineses (que o chamavam de «santo da missão») quanto entre seus confrades na Espanha, levou a Ordem dos Agostinianos Recoletos a solicitar a abertura de sua causa de beatificação.

    O processo informativo diocesano foi aberto em 1998 pelo arcebispo de Pamplona e Tudela, Dom Fernando Sebastián Aguilar, e encerrado solenemente em 20 de março de 2004, após ter reunido 950 páginas de documentos e ouvido 58 testemunhas. A validade do processo diocesano foi decretada pela Congregação para as Causas dos Santos em 27 de janeiro de 2006.

    other 04 / 05

    Beatificação e canonização

    A declaração das virtudes heroicas de Mariano Gazpio Ezcurra pelo Papa Francisco em 2021.

    Em 22 de maio de 2021, o Papa Francisco autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus Mariano Gazpio Ezcurra, conferindo-lhe assim o título de venerável. Para que sua beatificação seja pronunciada, é agora necessário o reconhecimento oficial de um milagre atribuído à sua intercessão.

    Legado 05 / 05

    Espiritualidade e legado

    A espiritualidade agostiniana recoleta do padre Mariano, marcada pela humildade, pela oração e pelo abandono a Deus.

    A espiritualidade do venerável Mariano Gazpio está profundamente enraizada no carisma agostiniano recoleta: uma vida de intensa oração contemplativa unida a um zelo missionário incansável. Seus confrades lembram-se dele como um homem de uma humildade extraordinária, de uma grande doçura e de uma temperança exemplar. Ele passava longas horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, frequentemente à noite. Uma de suas orações íntimas, frequentemente ouvida pelos religiosos que conviviam com ele em Marcilla quando ele acreditava estar sozinho na capela, resume seu abandono total à vontade divina: «Senhor, livra-me de mim mesmo» («Señor, líbrame de mí mismo»). Seu legado permanece vivo no seio da Família agostiniana recoleta, particularmente na Espanha e na China, onde é venerado como um modelo de fidelidade na provação e de entrega de si mesmo.

    Fonte oficial Nota redigida pela Sancteo a partir de fontes contemporâneas verificadas (fontes oficiais da Igreja e referências hagiográficas).

    Perguntas frequentes sobre Mariano Gazpio Ezcurra

    Quem foi Mariano Gazpio Ezcurra?

    Sacerdote e missionário espanhol da Ordem dos Agostinianos Recoletos, Mariano Gazpio Ezcurra trabalhou durante 28 anos na China antes de se dedicar à formação de noviços na Espanha. Foi declarado venerável em 2021.

    Quais santos foram contemporâneos de Mariano Gazpio Ezcurra?

    Entre seus contemporâneos figuram: Jesús María Echavarría Aguirre, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Narcisa de Jesús e Juan de Jesús López y González.

    Quando Mariano Gazpio Ezcurra morreu?

    Mariano Gazpio Ezcurra morreu por volta de 1899.

    Quais são os outros nomes de Mariano Gazpio Ezcurra?

    Outras formas do nome: Mariano Gazpio.

    Quem são os familiares de Mariano Gazpio Ezcurra?

    Familiares de Mariano Gazpio Ezcurra: Dionisio Gazpio (pai) e Severina Ezcurra (mãe).

    Anexos & entidades relacionadas

    Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.

    Eventos marcantes

    1. Época / morte: 1899-1989
    2. Decreto de venerabilidade pelo Papa Francisco

    Citações

    • Senhor, livra-me de mim mesmo https://vertexaisearch.cloud.google.com/grounding-api-redirect/AUZIYQHjkjfl8LhPSlOJi9DPBK1ycSW4j7lWm9T2Rk9PjkoMu0SFpaYp1lWDTliayv6utPnvgTrLT7mKP649cmPOXEYTbJer4Gq8vOMPTSfglwKVyYP5VY6YVfpoOWievuFHSgckW4KjSGP_ymiji_Wcc3bvQM8fFyIl-ZwQBnyg4ncu2V7JEaQOWG7qYu1bqKPryzQ=